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Presidente da Fecomércio usou doleiro para pagar advogado, diz ex-mulher

De acordo com Danielle de Andrade, defensor pediu R$ 10 milhões por todo serviço, sendo que R$ 1 milhão em dinheiro.


Por Marco Antônio Martins Por

02/02/2018

Presidente da Fecomércio usou doleiro para pagar advogado, diz ex-mulher

Orlando Diniz dentro da sede da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio (Foto: Reprodução/ TV Globo)

A ex-mulher de Orlando Diniz, ex-presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) preso na operação Lava Jato, contou ao Ministério Público Federal (MPF) que o advogado Roberto Teixeira, do escritório que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cobrou R$ 10 milhões para defender Diniz na Justiça. Ela afirmou aos procuradores que parte do pagamento foi viabilizado pelo doleiro Álvaro Novis, ligado ao grupo do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral. Danielle de Andrade, a ex-mulher de Diniz, afirmou ao MPF que a contratação de Roberto Teixeira foi aconselhada por outro advogado, amigo de Orlando Diniz. Este teria alegado, conforme o depoimento de Danielle, que o problema de Orlando era político e, por isso, deveria procurar Roberto Teixeira para mantê-lo na presidência do Sesc e Senac. Orlando Diniz foi preso nesta sexta-feira (23) pela força-tarefa da Lava Jato no RJ na operação Jabuti. Ele é investigado por contratar escritórios de advocacia com verba pública federal do Sesc/Senac no valor de R$ 180 milhões. De acordo com o MPF, o escritório Teixeira, Martins e Advogados recebeu um total de R$ 68,2 milhões entre 2012 e 2017 da Fecomércio. Danielle foi diretora jurídica e de governança do Senac. O advogado Roberto Teixeira não é investigado no caso mas, sim, os contratos elaborados pela Fecomércio durante a gestão de Diniz.